A malha rodoviária federal concedida à iniciativa privada pode chegar a 25 mil quilômetros em 2027, segundo projeções apresentadas pelo Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Theo Sampaio. A apresentação ocorreu durante o Infra&Reg – Encontro sobre Segurança Regulatória na Infraestrutura, realizado nesta terça-feira (27/10), em Brasília.
Durante o painel Mobilidade, Logística e Conectividade, o Diretor-Geral informou que a extensão das rodovias concedidas, superior a 12 mil quilômetros, tem previsão de alcançar 20 mil quilômetros até o fim de 2026. O número de contratos deve passar de 22 para 38.
Para os próximos dez anos, também foi apresentada uma estimativa de R$ 400 bilhões em investimentos de capital (Capex).
Segundo a apresentação, o crescimento das concessões exige atenção às entregas previstas nos contratos. O Diretor-Geral lembrou que dificuldades na execução de contratos no passado impediram que obras e melhorias chegassem aos usuários como esperado. Com o aumento previsto da malha concedida e do número de contratos, ganha importância a capacidade de acompanhar as obrigações contratuais e fiscalizar a prestação dos serviços.
A integração entre rodovias, ferrovias e portos também esteve entre os temas abordados. O Diretor-Geral citou conexões das concessões paranaenses com o Porto de Paranaguá, iniciativas na região Norte e a articulação entre malhas ferroviárias no Porto de Santos. A previsibilidade das regras e a estabilidade institucional foram apontadas como fatores importantes para atrair investimentos de longo prazo.
Na leitura da JM: para quem opera ônibus e frota, a ampliação da malha concedida pode significar mais trechos com serviço medido por contrato, o que tende a favorecer quem depende de condições adequadas de tráfego e segurança. Esse Diretor-Geral relacionou a expansão à expectativa por serviços melhores e por uma experiência de viagem compatível com os compromissos assumidos pelas concessionárias. Se as obras previstas saírem do papel, o ganho pode aparecer em rotas mais confiáveis. A conexão entre diferentes modos de transporte, segundo a apresentação, é relevante para a movimentação de cargas e para o funcionamento dos corredores logísticos, e isso pode beneficiar quem opera perto dos portos citados. O risco está na execução. Como dificuldades passadas impediram que melhorias chegassem aos usuários como esperado, vale observar se a fiscalização acompanhará o salto de 22 para 38 contratos. Para a ANTT, o desafio regulatório é assegurar que a expansão se traduza em entregas efetivas: obras executadas, compromissos cumpridos e serviços adequados. Se isso não ocorrer, o usuário da rodovia pode seguir com a qualidade que já conhece, mesmo com mais quilômetros concedidos. A previsibilidade das regras, apontada como fator para atrair investimento de longo prazo, também pode influenciar o ritmo das entregas.
Resumo: A ANTT, agência que regula o transporte terrestre no país, projetou que a malha rodoviária federal concedida à iniciativa privada pode chegar a 25 mil quilômetros em 2027. Hoje são mais de 12 mil quilômetros, com previsão de 20 mil até o fim de 2026. Capex é o investimento de capital, estimado em R$ 400 bilhões em dez anos. A mudança envolve concessionárias e quem usa as rodovias.
Fonte: ANTT
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