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Guias de Compra

Ônibus toco ou trucado: o que muda no fretamento?

Ônibus toco ou trucado: veja o que muda em eixos, limites de peso, pedágio e documentos, em tabela neutra, para quem opera fretamento e turismo.

Ônibus toco ou trucado: ônibus rodoviário Marcopolo visto de frente em 3/4, com dois eixos visíveis, em fundo branco
Foto: Divulgação/Marcopolo

Na comparação entre ônibus toco ou trucado, a diferença está no número de eixos: o toco tem dois eixos (4×2) e o trucado tem três (6×2) ou quatro (8×2). O resto, de limite legal de peso a pedágio, pneus e documentos, parte dessa contagem. Este guia mostra o que muda em cada ponto, sem dizer qual escolher, porque a resposta depende da operação de quem compra. A explicação do que é um trucado já está na matéria sobre ônibus trucado; aqui a ideia é comparar.

Toco e trucado: o que cada palavra quer dizer na prática?

Toco é o ônibus 4×2, com dois eixos. Trucado é o 6×2, de três eixos, ou o 8×2, de quatro. A palavra “trucado” cobre os dois.

O número de eixos é definido pelo chassi. A carroceria não o determina: o mesmo modelo de carroceria pode vir sobre chassi toco ou sobre chassi trucado. Por isso o nome do modelo, sozinho, não responde a pergunta.

Qual a diferença entre ônibus toco e trucado em peso e documentos?

A Resolução CONTRAN 882/2021, no art. 7º, fixa limites por eixo para ônibus de característica rodoviária:

  • eixo simples de 2 pneus: 7 t;
  • eixo simples de 4 pneus: 11 t;
  • eixo duplo de 6 pneus: 14,5 t;
  • eixo duplo de 8 pneus: 18 t;
  • dois eixos direcionais com pelo menos 1,20 m entre eles: 13 t.

O peso bruto total (PBT) é a soma dos limites dos eixos. Como exemplo de leitura da norma: um eixo simples de 2 pneus mais um simples de 4 pneus dá 7 + 11 = 18 t. Um eixo simples de 2 pneus mais um eixo duplo de 8 pneus dá 7 + 18 = 25 t.

O art. 7º não vale para ônibus urbano, e o art. 8º condiciona os limites à mesma rodagem e ao mesmo diâmetro de roda. Esses números são o limite legal por configuração. Não são o PBT de um modelo. O PBT de cada unidade está no documento e na plaqueta do chassi.

As dimensões máximas não mudam com o eixo: 2,60 m de largura e 4,40 m de altura, conforme o art. 4º da mesma resolução.

Trucado leva mais passageiros que o toco?

Não dá para afirmar isso. O número de lugares depende da carroceria e das poltronas, não do eixo. Um Marcopolo G8 1200, de dois eixos segundo o título da matéria, foi entregue com 56 e 60 lugares para fretamento, no caso citado na República Dominicana. Quem busca uma lotação específica deve olhar a configuração interna da unidade. Há anúncios de ônibus trucado de 60 lugares, mas a lotação vem do arranjo das poltronas, não do número de eixos.

O que muda no pedágio e nos pneus de um ônibus toco ou trucado?

O pedágio cobra por eixo. Em Goiás, em outubro de 2026, um ônibus de 2 eixos com rodagem dupla passou a pagar R$ 8,00 e o de 3 eixos R$ 12,00 na praça P1, em que o automóvel paga R$ 4,00. Nessa praça, é o dobro e o triplo do valor do automóvel. Cada concessão tem a sua tabela, e ela deve ser conferida antes de fechar a conta da rota.

Sobre eixo suspenso, a isenção que encontramos é da Lei 13.103/2015, art. 17 e vale para caminhão de carga vazio. Não achamos fonte para ônibus. Confirme com a concessionária antes de contar com isso.

Mais eixos significam mais pneus para manter. É uma contagem, não um valor.

Toco ou trucado: qual tabela usar para comparar a operação?

A tabela organiza o que conferir em cada situação. Ela não indica qual escolher.

Situação da operação O que conferir no toco O que conferir no trucado
Rota com muito pedágio Tarifa da categoria de 2 eixos na tabela da concessão Tarifa da categoria de 3 ou 4 eixos na tabela da concessão
Frota com padrão de pneus Quantos pneus por eixo e quantos no total Um ou dois eixos a mais: mais pneus a manter
Fretamento contratado Exigência do contratante e da ANTT sobre o veículo, a confirmar antes de comprar Exigência do contratante e da ANTT sobre o veículo, a confirmar antes de comprar
Lotação exigida no contrato Poltronas e configuração da unidade Poltronas e configuração da unidade
Limite de peso PBT no documento e na plaqueta do chassi PBT no documento e na plaqueta do chassi
Eixo suspenso e pedágio Regra da concessionária para ônibus, a confirmar Regra da concessionária para ônibus, a confirmar

Consumo e custo de manutenção variam por operação, e não há número confiável aqui para publicar. Peça o histórico da unidade ao vendedor: manutenção feita, troca de pneus e quilometragem registrada. É o dado que mais se aproxima da sua realidade.

A ANTT exige algo para fretamento com toco ou trucado?

Na apuração deste guia não encontramos exigência da ANTT sobre o número de eixos em fretamento. Isso não prova que não exista. Confirme o ponto direto na ANTT antes de comprar, principalmente se o ônibus vai rodar em fretamento contínuo ou eventual entre estados.

Como confirmar na unidade se o ônibus é toco ou trucado?

Não confie só no anúncio. Faça três conferências:

  1. Veja o CRLV e a plaqueta do chassi. O documento e a plaqueta dizem a configuração real.
  2. Conte os conjuntos de rodas na lateral. São 2, 3 ou 4 eixos.
  3. Não decida pelo nome do modelo. O Scania K 400, por exemplo, aparece em 6×2 e 8×2. Na Mercedes-Benz a marcação está no nome: RS é 4×2, RSD é 6×2 e RSDD é 8×2, como mostra a matéria da JM sobre ônibus trucado.

Se a dúvida também for o valor, vale lembrar que o preço pedido muda com ano, quilometragem e configuração, e o número de eixos é só um desses fatores.

Ônibus toco ou trucado: lateral de ônibus rodoviário azul da Marcopolo com três eixos visíveis, para contar os conjuntos de rodas
Lateral de ônibus rodoviário Marcopolo com três eixos visíveis. Foto: Divulgação/Marcopolo

Onde ver ônibus toco e trucado à venda?

Com o número de eixos definido para a sua operação, o catálogo da JM separa os ônibus rodoviários trucados dos de motor traseiro toco. Quem quer partir de um modelo já definido pode abrir os anúncios de ônibus G8 toco. Se preferir, conte a rota e o tipo de contrato, e a JM mostra as unidades que cabem.

Antes de fechar negócio, confira documentação, procedência e motor com o checklist gratuito da JM Utilitários — baixe agora.

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No anúncio, confira
  • O ano-modelo e o chassi escritos no título do anúncio.
  • A carroceria e a geração (G6, G7 ou G8, quando houver), junto com a versão.
  • O número de lugares e o tipo de poltrona informados para aquela unidade.
  • As fotos da frente, do painel e do salão, e o código (COD.) para falar com a equipe.
Fontes
  1. legisweb.com.br
  2. normasbrasil.com.br
  3. diariodotransporte.com.br
  4. planalto.gov.br
. Esta página é revista quando um anúncio citado sai do ar ou quando surge fato novo sobre o assunto.
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